domingo, abril 03, 2011

A (inexplicável) dificuldade para se dizer os NUMERAIS ORDINAIS...

A (inexplicável) dificuldade para se dizer os NUMERAIS ORDINAIS...


É certo que se perguntássemos qual é o NUMERAL ORDINAL referente ao NUMERAL CARDINAL 26, o amigo leitor não titubearia (e acertaria, é claro) : VIGÉSIMO SEXTO!

Se nós insistíssemos e perguntássemos qual é o NUMERAL ORDINAL DE 135, novamente o amigo acertaria NA MOSCA : centésimo trigésimo quinto!

Como estamos percebendo que "o bicho não é assim tão feito quanto se pinta", vamos partir para voos mais altos.

Antes, porém, é preciso saber OS NUMERAIS DESTES NÚMEROS:

10 = décimo, 20 = vigésimo, 30 = trigésimo, 40 = quadragésimo,
50 =qüinquagésimo, 60 = sexagésimo, 70 = septuagésimo,
80 = octogésimo, 90 = nonagésimo, 100 = centésimo,
200 = ducentésimo, 300 = trecentésimo, 400 = quadringentésimo,
500 = qüingentésimo, 600 = seiscentésimo ou sexcentésimo, 700 = septingentésimo,
800 = octingentésimo, 900 = nongentésimo ou noningentésimo, 1000 = milésimo,
1.000.000 = milionésimo.

Disso o amigo não pode fugir: vai ter que fazer uma "forcinha" para tentar memorizar esses NUMERAIS ORDINAIS, principalmente aqueles referentes às centenas 200, 300, etc.

A partir do momento que conseguir memorizar isso, NÃO HAVERÁ NUMERAL ORDINAL, POR MAIOR QUE SEJA QUE NÃO CONSIGAMOS FALAR.

Além da memorização desses numerais ordinais É IMPORTANTÍSSIMO que não esqueçamos essas palavrinhas: "milésimo" e "milionésimo".

Vamos, então, tentar uma sequência CRESCENTE até chegarmos ao MAIOR NUMERAL ORDINAL POSSÍVEL.:

Começando ...

275 = ducentésimo septuagésimo quinto. (Foi "mole" ou não?)
384 = trecentésimo octogésimo quarto..

E lá vamos nós !

458 = quadringentésimo quinquagésimo oitavo...UFA ! SAIU !
593 = quingentésimo nonagésimo terceiro...
649 = sexcentésimo quadragésimo nono...
725 = septingentésimo vigésimo quinto!
812 = octingentésimo décimo segundo...
987 = nongentésimo octogésimo sétimo

E chegamos à casa dos milésimos !

2.083 = segundo MILÉSIMO, octogésimo terceiro...(NÃO PODE DIZER "dois" milésimos, porque DOIS É NUMERAL CARDINAL!)
34.728 = trigésimo quarto MILÉSIMO (não pode esquecer dessa palavrinha!), septingentésimo vigésimo oitavo...
173.412 = centésimo septuagésimo terceiro MILÉSIMO (OLHA ELE AÍ DE NOVO), quadringentésimo décimo segundo.
684.906 = sexcentésimo octogésimo quarto MILÉSIMO, nongentésimo sexto.

E, agora, a casa dos MILIONÉSIMOS!
6.048.693 = sexto MILIONÉSIMO (porque o número está EM MILHÕES),
quadragésimo oitavo MILÉSIMO sexcentésimo nonagésimo terceiro....

PRONTO ! Tendo conseguido - COMO, TENHO CERTEZA, conseguiu - dizer o numeral ordinal deste último número, agora O CÉU É O LIMITE PARA VOCÊ!

FALOU?

Agora, para tirar "a prova dos nove", quebre a cabeça e nos responda os numerais ordinais destes números:

18.634
5.911
847.062
123.094.748...

SE VIRE!!!

pedralis

Publicado no Recanto das Letras em 01/11/2007
Código do texto: T719435

quarta-feira, março 16, 2011

A Elegância do Comportamento

A Elegância do Comportamento


Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara: a elegância do comportamento. É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza. É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto.

É uma elegância desobrigada. É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam. Nas pessoas que escutam mais do que falam. E quando falam, passam longe da fofoca e das pequenas maldades ampliadas no boca a boca. É possível detectá-la nas pessoas que não usam um tom superior de voz ao se dirigir aos frentistas, por exemplo. Nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros. É possível detectá-la em pessoas pontuais.

Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem presenteia fora das datas festivas, é quem cumpre o que promete.

Oferecer flores é sempre elegante. É elegante você fazer algo por alguém, e este alguém jamais saber o que você teve de se arrebentar para fazê-lo... porém, é elegante reconhecer o esforço, a amizade e as qualidades dos outros.

É elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao outro. É muito elegante não falar de dinheiro em bate-papos formais. É elegante retribuir carinho e solidariedade. É elegante o silêncio, diante de uma rejeição...

Sobrenome, jóias e nariz empinado não substituem a elegância do gesto.

Não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo, a estar nele de uma forma não arrogante. É elegante ser gentil. Atitudes gentis falam mais do que mil imagens... Abrir a porta do carro para alguém é muito elegante... Dar o lugar para alguém sentar é muito elegante... Sorrir sempre é muito elegante e faz um bem danado para a alma... Oferecer ajuda é muito elegante... Olhar nos olhos ao conversar é essencialmente elegante... pode-se tentar capturar esta delicadeza natural pela observação, mas tentar imitá-la, é improdutivo. A saída é desenvolver em si mesmo a arte de conviver, que independe de "status" social: se os amigos não merecem certa cordialidade, os desafetos é que não poderão desfrutá-la.

Fonte

Adaptação de texto extraído do Livro: "Educação enferruja por falta de uso”

domingo, fevereiro 20, 2011

Saudades de minha mãe- Lealdina

É triste dizer adeus, mas às vezes é necessário.
Não podemos prender a nós definitivamente as pessoas que amamos para suprir nossa necessidade de afeto.
O amor que ama, aprende a libertar.
Procuramos ganhar tempo para tudo na vida.
Mas a vida, quando chega no próprio limite, despede-se e é esse último adeus que é difícil de compreender e, mais ainda, aceitar.
Possuímos um conceito errado do amor.
Amar seria, no seu total significado, colocar a felicidade do outro acima de tudo, mas na realidade é a nossa felicidade que levamos em consideração.
Queremos os que amamos perto de nós porque isso nos completa, nos deixa bem e seguros.
E aceitar que nos deixem é a mais difícil de todas as coisas.
Não dizemos sempre que queremos partir antes de todos os que amamos?
Isso é para evitar nosso próprio sofrimento, nossa própria desolação.
É o amor na sua forma egoísta.
Aceitar um adeus definitivo é uma luta.
Se as perdas acontecem cedo demais ou de forma inesperada, o sentimento de desamparo é muito maior e a dor mais prolongada.
É o incompreensível casando-se com o inaceitável e o tudo rasgando a alma.
Essas dores poderão se acalmar, mas nunca se apagarão.
Mas quando a vida chega ao final depois de primaveras e primaveras e outonos e mais outonos, nada mais justo que o repouso e aceitar a partida é uma forma de dizer ao outro que o amamos, apesar da falta que vai fazer.
Não podemos prender as pessoas a nós para ter a oportunidade de dizer tudo o que queremos ou fazer tudo o que podemos por elas.
De qualquer forma, depois que se forem, sempre nos perguntaremos se não poderíamos ter dito ou feito algo mais.
Mas essas questões são inúteis.
O amor que ama integralmente não quer ver o outro sofrer e ele abre mão dos próprios sentimentos para que o destino se cumpra, para que a vida siga seu curso.
As dores do adeus são as mais profundas de todas.
Mas elas também amenizam-se com o tempo e um dia, sem culpa, voltamos a sorrir, voltamos a abrir a janela e descobrimos novamente o arco-íris da vida.
Depois da tempestade descobrimos um dia novo e o sol brilha de maneira diferente.
E talvez seja assim que aprendemos a dar valor à vida, aos que nos cercam; aprendemos a viver de forma a não ter arrependimentos depois e aproveitar ainda mais cada segundo vivido em companhia daqueles que nosso coração ama.



AUTORIA: Letícia Thompson

terça-feira, janeiro 04, 2011

Só podemos perder o que não temos

Só podemos perder o que não temos

Na última semana, terminei de ler um livro que um amigo muito querido me presenteou. Falava de auto-descoberta, auto-conhecimento – tratava de temas complexos sobre o expandir da consciência, ampliar o olhar sobre si mesmo – tudo banhado de espiritualidade e conceitos da psicologia. Enfim, dentre os inúmeros temas que pude revisitar ao ler esse livro, um em especial me chamou a atenção: a morte. Nesse capítulo o autor deixava claro um ponto que quero compartilhar com você: a questão da perda.
É verdade que toda perda é um processo dolorido, sofrido. Um processo que nos faz pensar e repensar, refletir sobre nossas vidas, nosso tempo, a forma como aproveitamos ou não esse milagre que é viver e se relacionar, estabelecer relações. Tudo isso faz sentido se ampliarmos o conceito da morte e compreendermos que morremos todos os dias e, renascemos todo amanhecer. A morte nada mais é que o fim de um ciclo e início de outro.
Desapego
E, se morremos, ou melhor, perdemos algo de um lado, de outro ganhamos com certeza. Morrer, romper, terminar, deixar – tudo isso demanda desapego, amor próprio, demanda o aceitar, confiar e agradecer o que recebemos. Um alento é saber reconhecer que só perdemos o que não temos. Explico: só perdemos o que não é nosso, não nos pertence, não agrega, não soma, não nos faz melhor.
Vou tentar clarear… Se só perdemos o que não temos – tudo o que temos levamos conosco. Sensações, emoções, sentimentos – tudo o mais é transitório. Isto é, se alguém próximo se foi, podemos sempre ficar com o que construímos. Com o que vivemos e experimentamos juntos. É de fato só isso o que temos – bons ou maus momentos.
Talvez por isso muitos afirmem que a felicidade é uma soma de bons momentos… Ser feliz é estar mais feliz do que triste no tempo que temos para administrar nessa passagem. O quanto antes conseguirmos entender que a vida é uma passagem, viver se tornará muito mais possível além de mais prazeroso, mais delicado.
Então, exercitar o desapego, o soltar as amarras e travas que nos distanciam do que temos de melhor – nós mesmos – ficará muito mais fácil. Saber o que temos é, por isso, parte do nosso crescimento. Do nosso auto-conhecimento, nossa auto-descoberta. E, para tanto, precisamos passar a olhar com os olhos da verdade, da beleza, da ética, do amor… No mais, tudo vai dar certo.
Máscaras
A questão é que, por vezes, temos tanto medo de olhar a nossa verdade que utilizamos diferentes artimanhas para nos afastar desse nosso centro. Vivemos assim com base no medo de sermos descobertos; na ilusão de que vamos conseguir enganar a todos, inclusive a nós mesmos e, nesse sentido, inflamos nosso ego, praticamos a vaidade, nos apegamos a uma imagem ou imagens que não podem ou jamais serão nossas.
Por isso sofremos. Sofremos nas nossas relações, na nossa existência. Afinal, bem no nosso íntimo sabemos que a máscara que tanto lustramos um dia cairá. E então vamos de uma única vez nos deparar com tudo o que fizemos para tentar tapar o sol com a peneira – a nossa alma, nossa essência – com os véus… Desiludimo-nos, perdemos o outro, perdemos a relação…
Em função de tudo isso fica aqui um convite: faça uma auditoria pessoal. Tente compreender o que é de fato seu e o que não é. Depois de tudo visto, liberte-se. A relação com certeza agradecerá… O outro e o seu ser também.

Colunista : Sandra Maia

sexta-feira, dezembro 24, 2010

Sinal da Santa Cruz

Feliz Natal a todos e muita paz, amor e felicidades em 2011.

Quero aproveitar para registrar uma pergunta que me fizeram outro dia, coisa de católicos.
Como se faz o sinal da Santa Cruz.
Normalmente com a palma da mão aberta e o polegar voltado para o próprio rosto.
Com o polegar marcamos 3 cruzes e dizemos assim:
Pelo sinal da Santa Cruz (+ traça-se uma cruz na testa), livrai-nos, Deus, nosso Senhor (+ traça-se uma cruz na boca), dos nossos inimigos (+ traça-se uma cruz no coração).
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo amém. (sinal da cruz).

Felicidades!!!!